Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017
Economia

Menos endividado, maceioense deve comprar mais no Natal de 2017, diz Fecomércio

Por: Vale Agora Web em 27/10/2017 às 12:36
FOTO: JOSÉ FEITOSA

FOTO: JOSÉ FEITOSA

Pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), indica que o endividamento e a inadimplência do consumidor da capital estão em baixa. Por outro lado, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), em Maceió, apresenta redução persistente desde fevereiro.

Ou seja, as famílias têm apertado o cinto a fim de reduzir as dívidas, consumindo apenas o essencial. Entre as prioridades estão as despesas com alimentação e educação, por exemplo. Ainda assim, a expectativa para as compras de Natal é positiva.

De acordo com o assessor econômico da Fecomércio, Felippe Rocha, o momento de reequilíbrio persiste desde fevereiro, ápice do consumo na capital (94 pontos). Em outubro, os dados apontam 74,2 pontos em relação à demanda dos cidadãos. Quando comparado com setembro, a redução é de 1%. Já contra o melhor mês do ano, fevereiro, a redução é de 21%.

“Como, de fevereiro até o mês de agosto, os dados de empregabilidade foram todos negativos, as famílias e indivíduos tiveram de se segurar e utilizar a poupança e o FGTS inativo para equilibrar as contas”, avalia o assessor, acrescentando que a atividade produtiva já retoma sua pujança, razão pela qual a renda volta a aumentar, o que alivia a pressão e permite o consumo, pois, o endividamento e a inadimplência estão em baixa.

Como os dados do Caged/MTE apontam a recuperação dos postos em setembro, a segurança de manutenção com o Emprego Atual aumentou 1% em relação ao mesmo mês. Contudo, os dados sobre melhora da Perspectiva Profissional ainda são declinantes, de 2,2% ante o mês anterior. Ou seja, o cidadão ainda não está confiante sobre a melhoria de salários e ascensão vertical nas empresas.

Poder de compra

No que tange à renda, como a taxa de desemprego ainda é alta (17,1% na capital), a renda é apenas suficiente para o consumo de primeira necessidade e para a quitação das dívidas, mesmo com a inflação cedendo, havendo deflação em alguns segmentos. É que o consumidor maceioense ainda têm a sensação de que seu poder de compra é menor, mas este sentimento é 3,7% menor quando comparado com o mesmo mês (setembro) do ano passado.

O acesso ao crédito, por sua vez, apresentou variação positiva em setembro, após três meses de queda. A facilidade de obter crédito, entre setembro e outubro, foi 9,7% superior em relação aos meses de agosto e setembro. Além disso, o final de ano e o retorno do emprego ajudam os consumidores a obterem crédito e a consumirem até dezembro.

Neste cenário, Alagoas apresentou alta de 7,7% do volume de vendas em relação ao ano passado, com Maceió amargando redução de 2,4% do Consumo Atual. Isso demonstra que a capital não tem sido um centro dinâmico na composição do aumento de mercadorias vendidas no estado – nesse sentido, Arapiraca, conforme a pesquisa, apresenta-se como eixo.

No geral, reforça o levantamento, o consumidor está mais seguro para o consumo. De acordo com a Fecomércio, o cenário de recuperação serve de estímulo, ainda que timidamente. Com isso, a retomada do emprego e o aumento da renda pelo maceioense indicam um cenário mais favorável que o do Natal de 2016.

Os dados foram colhidos nos últimos 10 dias de setembro. Foram entrevistados 500 consumidores em diversos pontos de comércio da capital alagoana. A pesquisa completa está disponível no endereço www.fecomercio-al.com.br/instituto.

Por Gazetaweb, com assessoria

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