Quarta-Feira, 26 de Junho de 2019
Esportes

Cabo lamenta chance desperdiçada por Gerson no clássico: “Era a bola do jogo”

Treinador azulino valoriza empenho dos jogadores, após longa sequência de jogos e minimiza desentendimento com Zé Carlos no intervalo do clássico

Por: Vale Agora Web em 11/02/2019 às 5:30

201902102019_eb659de198O técnico Marcelo Cabo gostou do desempenho do CSA no empate sem gols com o CRB, neste domingo (10), pelo primeiro Clássico das Multidões da temporada. Para o treinador, o Azulão teve a grande chance da partida aos 2 minutos da etapa final com o zagueiro Gerson, mas o defensor, mesmo estando livre de marcação na pequena área, chutou por cima do gol. No entanto, isso não impediu que Cabo deixasse o Rei Pelé satisfeito com seus jogadores.

“Eu acho que foi um clássico muito equilibrado. Gostei muito da minha equipe nos dois tempos, a gente teve um equilíbrio do jogo. Tivemos um dia a mais para descansar, fisicamente a gente melhorou do jogo anterior para cá e conseguimos implementar nossa marcação forte, com pressão no campo do adversário. Mas, a gente sabe que clássico é decidido no detalhe, tivemos a bola do jogo e infelizmente não conseguimos naquele lance do Gerson, sem goleiro, embaixo da trave, mas não fizemos o gol. Porém, eu saio satisfeito com a reação da equipe, depois de ter um momento difícil na quarta-feira, os meninos jogaram bem e se entregaram, faltou apenas o gol para ser a cereja do bolo, mas eu gostei muito do comprometimento tático da minha equipe”, afirmou.

Cabo falou sobre a dura sequência de jogos vivida pelo CSA e projetou a semana livre para trabalhar com os atletas

FOTO: MAURÍCIO MANOEL

Marcelo Cabo também lembrou a difícil sequência de jogos que o CSA enfrentou nos últimas duas semanas e ressaltou o empenho de seus atletas diante do maior rival, nesta tarde.

“A gente perdeu o Jhonatan no último jogo contra o Mixto-MT e o Amaral na metade do treinamento de ontem, sentiu um desconforto. A gente vem de uma sequência árdua de jogos, com cinco jogos em treze dias e, o jogador não é máquina, por mais que nós tenhamos realizado um trabalho em conjunto bom, alguns conseguem resistir bem. Mas, eu quero ressaltar a entrega desses jogadores hoje, a intensidade que nós jogamos. Quando o CRB apertou sua marcação sobre pressão, a gente botou a bola no chão e saiu jogando, tocando a bola, que é a característica do nosso time”, disse o treinador, comemorando o fato de agora ter mais tempo para trabalhar.

“Agora, eu tenho duas semanas de trabalho com jogos no domingo, vamos procurar recuperar esses jogadores, fisicamente e mentalmente, porque a sequência de jogos de mata-mata da Copa do Brasil e um clássico na sequência, então a gente precisa recuperar os jogadores numa totalidade para que possamos ter uma sequência na competição”, explicou.

Cabo deixou o gramado do Rei Pelé abraçado com Roberto Fernandes, em clima de paz

FOTO: AILTON CRUZ/GAZETA DE ALAGOAS

Ainda durante a coletiva, Cabo explicou o desentendimento que teve com o atacante regatiano Zé Carlos, no intervalo do clássico.

“Ali é cada um buscando seus objetivos. É coisa de intervalo. Eu estava buscando os meus interesses e o pessoal do CRB os deles, mas fica tudo dentro do campo. Cada um está lutando pelo seu clube. Hoje eu visto a camisa do CSA e vou lutar por ele até onde eu não tiver mais forças. Eu costumo dizer que a gente vai jogar o que precisar. Se for na pressão, vamos encará-la, como da mesma forma se for no equilíbrio. Eu acho que no intervalo houve uma pressão muito grande no árbitro e eu fui na direção dele para ponderar o porquê daquilo. Mas, está tudo em paz, é normal em jogo”, contou.

Cria do CSA, meia Victor Paraíba foi o substituto de Régis contra o CRB

FOTO: AILTON CRUZ/GAZETA DE ALAGOAS

Por fim, Marcelo Cabo avaliou o grupo azulino e falou sobre a ausência do lateral-direito Régis, nesta tarde. Expulso contra o Murici, o jogador que vinha atuando no setor ofensivo do CSA, precisou cumprir suspensão automática e não enfrentou o CRB.

“Você perder o Régis que nos últimos jogos foi um jogador fundamental para o nosso time, fazendo gol e dando assistência, completamente inserido, é claro que fez falta. Mas, agora temos que trabalhar o elenco. O Régis é importante, mas o Hiago entrou, brigou, lutou e buscou espaço. Entrou o Gerson e o Victor e nós precisamos colocar o grupo para rodar quando tivermos sequências. Eu tenho certeza que estes quatro jogadores que estão chegando vão trabalhar para ser inseridos e trazer mais qualificações para o nosso elenco”, concluiu.

Por Isaac Simões | Portal Gazetaweb.com

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