Domingo, 18 de Agosto de 2019
Justiça

Acusada de mandar matar médico é condenada a 19 anos e 3 meses de reclusão

Sentença contra Silvana de Oliveira foi lida por volta das 2h40 desta terça, em júri no Fórum do Barro Duro

Por: Vale Agora Web em 16/07/2019 às 11:23

A mulher acusada de mandar matar o médico Francisco Rodrigues Freire em 2007, no bairro do Prado, foi condenada a 19 anos e 3 meses de reclusão. A sentença foi lida pelo magistrado, por volta das 2h40 desta terça-feira (16), em júri realizado no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, em Maceió.

Conforme sustentava a acusação, Silvana de Oliveira Lins Macêdo teria contratado uma pessoa para matar o médico endocrinologista Francisco Rodrigues Freire, que seria seu amante. O júri foi conduzido pelo juiz John Silas.

Após os procedimentos formais do júri, a sentença foi lida pelo magistrado. No entendimento dos jurados, a ré foi considerada culpada pelo crime de homicídio e acabou condenada a 19 anos e 3 meses de reclusão. Após o resultado, Silvana passou mal e precisou ser levada a um hospital particular de Maceió.

JULGAMENTO

No plenário, o promotor Marcus Vinícius Batista levantou a tese de homicídio duplamente qualificado contra o médico, por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa do médico.

A torpeza se deu em razão de a acusada não aceitar a dissolução da relação com a vítima, e, quanto à segunda qualificadora, ficou constatado pelo próprio laudo que o tiro foi à curta distância. Apesar de Silvana não ter efetuado os disparos, a qualificadora a alcançaria por ter natureza objetiva, conforme explicou a promotoria.

A defesa da ré, por sua vez, alegou que a única pessoa beneficiada com a morte de Francisco Rodrigues foi a esposa dele. Disse, também, que não haveria provas contra Silvana e que o médico tinha muitos casos amorosos, todos conturbados, inclusive, com mulheres casadas.

Segundo a testemunha e irmã da vítima, um homem conhecido como “Bruxo”, que teria executado o plano de morte do médico, disse à época, na delegacia, que uma loira o contratou, na Favela Sururu de Capote, pelo valor de R$ 2 mil.

Por causa do julgamento, o auditório ficou lotado e, ao mesmo tempo, dividido, com pessoas vestindo camisas em defesa de Silvana e outras pedindo justiça para o caso.

OUTRA CONDENAÇÃO

Aldreis dos Santos Oliveira, outro acusado do crime, foi julgado em 2014 e condenado a 22 anos e 5 meses de prisão. Alegando que a sentença merecia ser revista, a defesa do réu ingressou, à época, com revisão criminal no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).

Em 2016, portanto, o Pleno julgou o recurso e fixou a pena em 19 anos de reclusão.

 

Por Gazeta Web

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