Segunda-Feira, 11 de Novembro de 2019
Justiça

Mulher que acusou padre Marcelo Rossi de plágio é presa após polícia comprovar golpe

Izaura Garcia de Carvalho Mendes, de 65 anos, falsificou um registro da Biblioteca Nacional e apresentou à polícia

Por: Vale Agora Web em 15/05/2019 às 6:01

xpadre-marcelo-izaura-garcia-plagio.jpeg.jpg.pagespeed.ic.-j-fwEangERIO – Na última quinta-feira, Izaura Garcia de Carvalho Mendes, de 65 anos, foi à delegacia com duas advogadas e um suposto registro de sua obra na Biblioteca Nacional. Ela acusava o padre Marcelo Rossi de plágio e dizia que ele teria reproduzido um poema seu sem os devidos créditos no livro “Ágape”. O documento, porém, era falso, e, no lugar de indenização pretendida, as três tiveram a prisão decretada por esta e outras três infrações: formação de quadrilha, denunciação caluniosa e estelionato. As informações são do “Fantástico”.

“O livro que ela afirma ter sido plagiado pelo padre não existe. É uma fraude”, resume o delegado Maurício Demétrio, titular da Delegacia de Combate à Pirataria no Rio.

Izaura Garcia e suas duas advogadas foram presas em flagrante. Elas respondem ao processo em liberdade Foto: Reprodução/TV Globo
Izaura Garcia e suas duas advogadas foram presas em flagrante. Elas respondem ao processo em liberdade Foto: Reprodução/TV Globo

Foi com esse falso registro na Biblioteca Nacional que Izaura convenceu a editora de que era a autora do trecho e conseguiu o acordo de R$ 25 mil. Na Biblioteca, porém, não há nenhuma certidão do texto. As três respondem ao processo em liberdade.

“Eu fui à Biblioteca Nacional, estou com o laudo da BN. Ela não reconhece isso, ela não reconhece esse cabeçalho, essa formatação, e muito menos esse manuscrito. O que a senhora tem a dizer sobre isso?”, pergunta o delegado.

“Eu não tenho nada a dizer, porque foi o que me entregaram lá na época”, defende-se Izaura.

Reportagem mostrou diferenças na formatação dos registros da Biblioteca e o falsificado apresentado por Izaura Foto: Reprodução/TV Globo
Reportagem mostrou diferenças na formatação dos registros da Biblioteca e o falsificado apresentado por Izaura Foto: Reprodução/TV Globo

O coordenador do Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional, órgão que teria emitido o registro, confirmou ao “Fantástico” que a cópia apresentada por Izaura é uma “falsificação grosseira” e que “foge muito ao padrão adotado” pela instituição. O delegado acrescentou que o registro de Izaura teria sido impresso em computador quando, à época, a Biblioteca emitia os documentos por meio de máquina de escrever.

Izaura responde a pelo menos cinco acusações de estelionato e teria registrado outras obras na Biblioteca. De acordo com a polícia, ela utilizava as mesmas informações de um dos registros para tentar falsificar outro, mudando o cabeçalho com corretivo.

 O Globo

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