Quarta-Feira, 11 de Dezembro de 2019
Justiça

Sindicância sobre o caso Davi está parada

DEMORA. Processo criminal também está emperrado na 14ª Vara

Por: Vale Agora Web em 19/03/2015 às 8:06

 

Ilustração.

Ilustração.davi

Além de o processo do desaparecimento do adolescente Davi da Silva, de 17 anos, não ter qualquer movimentação na 14ª Vara Criminal da Capital desde o mês passado, a sindicância na Polícia Militar, que analisa a conduta dos PMs indiciados por tortura nesse episódio, também está parada. A Corregedoria-Geral da corporação espera ter acesso aos autos para sequenciar a investigação e verificar se os acusados cometeram alguma transgressão disciplinar. Por enquanto, os envolvidos estão trabalhando em atividades burocráticas, no Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRP).

O corregedor-geral da PM, tenente-coronel Antônio Santos, explicou que o procedimento administrativo não teve como avançar devido à falta de elementos que comprovem a denúncia contra os militares. Para que a apuração interna tenha fundamento, o oficial-sindicante necessitaria das provas coletadas ainda durante o inquérito policial civil, já concluído e relatado à Justiça por uma comissão de delegados.

Por enquanto, o processo está na mesa do Juízo da 14ª Vara Criminal, para onde foi remetido após apelo feito por um grupo de promotores criminais, que alegou não ter competência para analisar o caso e por entender que se tratava de um crime de tortura seguida de morte e não de homicídio, como a Polícia Civil encaminhou no indiciamento. Pela ordem natural de tramitação, os autos seriam analisados pelo magistrado e, em seguida, pelo Ministério Público.

À Gazeta, servidores da 14ª informaram que o caso será encaminhado para a 59ª Promotoria de Justiça, cuja responsável é a promotora Dalva Tenório. O juiz titular da vara, Odilon Marques Luz, está em gozo de férias (retorna até o início da semana que vem). Ele está sendo substituído pelo juiz José Cavalcanti Manso Neto (da 13ª Vara). Caberá à promotora emitir parecer sobre o pedido de prisão preventiva, solicitado pelos delegados, em desfavor dos policiais Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade, citados como integrantes da guarnição que apreendeu a vítima, em agosto do ano passado, no Conjunto Carminha, no Benedito Bentes. Após essa abordagem, Davi desapareceu.

 

Fonte: Gazeta de Alagoas.

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