Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019
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“Síndrome de lobisomem” em bebês espanhóis devido ao uso de medicamento incorretamente rotulado

Por: Vale Agora Web em 29/08/2019 às 10:40

Várias crianças na Espanha experimentaram um crescimento extremo de pelos e cabelos ao tomar um medicamento incorretamente rotulado. As crianças, principalmente bebês, desenvolveram sintomas semelhantes à “síndrome de lobisomem”, com crescimento de pelos no rosto, braços e pernas. Após pesquisas, a autoridade de saúde espanhola, a Aemps, relatou que a causa foi uma substância indicada para o combate à calvície que estava sendo vendida como se fosse um princípio ativo, indicado contra o refluxo gástrico.

Casos
Foram identificados 17 casos de crianças afetadas pela troca de identificação do produto, por parte do laboratório. Segundo o El Mundo, 10 bebês foram afetados na Cantábria, 4 na Andaluzia e 3 na Comunidade Valenciana.

Uma mãe, Ángela Selles, contou ao El Mundo como aos seis meses, o aspecto do filho Uriel começou a mudar.

“Meu filho tinha seis meses, quando de repente, ficou com sobrancelhas de um adulto. Meu filho encheu-se de pelos no peito, nas bochechas, nos braços, nas pernas, nas mãos. Assustava, porque não sabíamos o que estava acontecendo”, disse Selles à imprensa espanhola.

Outra mãe, que preferiu não se identificar, relatou como o pediatra do filho lhe disse que o problema poderia ser “genético ou metabólico”, dando início a uma série de exames.

Atividades suspensas
O laboratório Farma-Química Sur, em Málaga, está com as atividade suspensa desde julho, por ter provocado o hipertricose, esse distúrbio também conhecido como “síndrome do lobisomem”.

Problema conhecido
A existência de um problema com lotes provenientes do laboratório Farma-Química Sur já era conhecido desde o início de agosto, quando a Agência Espanhola de Medicamento e Produtos Sanitários (Aemps) divulgou, em nível europeu, uma informação sobre a retirada de lotes comercializados do omeprazol.

O problema foi descoberto após queixas de vários pais, de que os seus bebés que eram tratados com aquela substância para o refluxo gástrico, teriam, de um momento para o outro, começado a ficar com o corpo coberto de uma espessa camada de pelos.

O que estava naqueles lotes não era omeprazol, mas outra substância, o minoxidil, utilizado no combate à queda de cabelo e calvície.

De acordo com o El Mundo, essa suspensão acontece por “graves incumprimentos detectados nas normas de controle de fabricação dos medicamentos”. A empresa farmacêutica foi fechada provisoriamente e os medicamentos em questão foram retirados do mercado.

O caso ainda está em investigação na Espanha e, apesar de o crescimento excessivo de pelos, a Agência Espanhola de Medicamento e Produtos Sanitários informou que o crescimento dos pelos nos bebês diminuirá automaticamente, após a interrupção da medicação.

Ainda não se sabe ao certo, quais outros efeitos poderão ser causados nas crianças afetadas.

A empresa tem seis meses para apresentar à Aemps um plano para corrigir as falhas alegadamente detectadas.

 

 

 

Por Conexão Política

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