Segunda-Feira, 18 de Fevereiro de 2019
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Atleta do Flamengo é sepultado no dia que faria 15 anos

Jogador estava no colo do pai, aos 5 anos, quando ele foi assassinado

Por: Vale Agora Web em 11/02/2019 às 5:46

201902091702_d15b744029A dor dos amigos e parentes no velório do jogador da base do Flamengo, Arthur Vinícius, uma das vítimas do trágico incêndio que matou outros nove atletas, foi quebrada quando foi entoado o hino do clube e, em seguida o “Parabéns a você”. É que o o adolescente completaria 15 anos no dia de hoje. Ele foi a primeira vítima sepultada.

O velório durou aproximadamente três horas e o sepultamento aconteceu às 17h no Portal da Saudade, que fica no Jardim Belvedere. O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e Samuca Silva, prefeito de Volta Redonda, estiverem presentes no velório.

Mais cedo, Wilson Witzel participou da inauguração do Ginásio Esportivo no município. Durante o pronunciamento, ele sugeriu ao prefeito que desse ao local o nome de Arthur, em forma de homenagem.

Arthur atuava como zagueiro há três anos no Flamengo e havia sido convocado para a seleção brasileira sub-15 no final do ano passado. Antes de se transferir para o Flamengo, ele passou também pela base do Voltaço, time da cidade natal.

Aos 4 anos, Arthur viu o pai ser assassinado a tiros na frente dele. Um bandido teria abordado a vítima e mandado ela colocar o Arthur no chão. Após isso, o matou com vários disparos.

Parentes e amigos comovidos comparecem ao funeral do menino Arthur Vinicius, de 14 anos, em Volta Redonda ? Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo Parentes e amigos comovidos comparecem ao funeral do menino Arthur Vinicius, de 14 anos, em Volta Redonda ? Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo

Parentes e amigos comovidos comparecem ao funeral do menino Arthur Vinicius, de 14 anos, em Volta Redonda ? Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo

Mãe de Arthur: ‘era o sonho dele’

Com exclusividade, o repórter Giovani Rossini conversou com a mãe do Arthur neste sábado. Na casa dele foi montada uma espécie de vigília. Em meio à tragédia, a mãe foi a fortaleza para confortar os parentes. O consolo, segundo ela, é saber que o filho morreu fazendo o que mais gostava.

“Ele tava muito feliz lá. Era o sonho dele mesmo, ele fazia realmente o que ele gostava. Ele esteve de férias, jogou bola todos os dias”, contou dona Marília de Barros Silva.

 

Por G1 Rio | Portal Gazetaweb.com

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