Domingo, 18 de Novembro de 2018
Polícia

Polícia confunde taco com arma, atira várias vezes e mata jogador

Por: Vale Agora Web em 02/08/2018 às 9:26

sinucaO motorista do veículo alvo de tiros da polícia no município de Campos Sales, no Ceará, Gutiely Pereira de Araújo, relatou que a morte do amigo, José Messias Guedes de Oliveira foi resultado de uma ação sem sentido da polícia. “O meu amigo foi morto pela falta de preparo dos policiais. Eu não sou militar, mas quando se faz uma abordagem e a pessoa não para, eu acho que o correto é atirar para cima, ou no máximo no pneu. Agora você disparar de frente para o carro, sem nem saber quem está dentro, já querendo matar e tudo isso por causa da denúncia de um civil”, contou Gutiely. O caso aconteceu na noite desta terça-feira (1º).

José Messias foi atingido na região do abdômen. Outras duas pessoas que também estavam no veículo também foram feridas com tiro de raspão e estilhaços de vidro, mas passam bem.Apenas Gutiely não foi atingido. Os quatro amigos saíram de Patos, na Paraíba, e dirigiam-se a São Luiz, no Maranhão, onde participariam do 5º Campeonato Norte/Nordeste de Sinuca.

“Eu fico muito triste, porque depois de sair do posto de gasolina a gente ainda passou por um posto da Polícia Rodoviária Estadual e não fomos parados, a gente só seguiu viagem normalmente. Depois, quando vi a sirene, eu achei a coisa mais normal do mundo, porque uma sirene pode não ser só a polícia. Pode ser um carro dos bombeiros, uma ambulância. Jamais achei que fosse ser uma barricada da polícia pra gente, até porque tinha acabado de passar por um posto da PRE”.

Indignação
Gutiely comenta ainda a respeito do sentimento pela perda do amigo. “Agora tenho só indignação e tristeza. Por dentro, nenhum de nós três está vivo. Querendo ou não, a gente tem que agradecer a Deus por nossas vidas, porque o Wendel foi atingido na cabeça por um tiro de raspão e o Josean foi atingido por estilhaços”, conta fazendo referência aos outros dois colegas que estavam no carro.

“Eu perdi um amigo, que eu considerava um irmão. Cara nota mil, tenho nem palavras para falar dele. Um parceiro de todas as horas, tanto momentos bons quanto ruins. Daqui pra frente eu não sei como vai ser. Não sei qual vai ser a minha reação ao chegar na sinuca onde a gente treinava, não ver ele jogando. Tudo o que ele queria era que eu fosse campeão nos torneios. É difícil dizer até se vou continuar, vai ser difícil não ver ele me apoiando, torcendo por mim. Vai ser duro”, lamenta Gutiely.

Fonte: G1

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