Quarta-Feira, 05 de Agosto de 2020
Política

Deputados cobram do Governo flexibilidade para abertura gradativa do comércio

Por: Vale Agora Web em 03/04/2020 às 10:24

A sessão ordinária virtual desta sexta-feira (3), da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), foi rápida e sem votações de requerimentos, mas ainda deu tempo para alguns parlamentares pedirem ao governador Renan Filho (MDB) equilíbrio e sensibilidade à causa econômica, além de manter as ações de combate ao coronavírus. Eles defenderam a reabertura parcial e gradual do comércio.

O deputado Bruno Toledo (PROS) cobrou do governo uma atenção ao setor produtivo do Estado, que, na avaliação dele, está sofrendo muito neste período de quarentena. E solicitou que, em caso de edição de um novo decreto, o governador seja sensível à causa.

“É um setor importantíssimo para a subsistência das famílias e cujos trabalhadores estão amargando a ausência dos próprios proventos. Faço um apelo ao governador de Alagoas que use como base, no novo decreto, o equilíbrio, mantendo, obviamente, os critérios científicos para proteger a saúde das pessoas, mas com sensibilidade à causa econômica”, afirmou Toledo.

No mesmo tom, o deputado Cabo Bebeto (PSL) revelou que tem ouvido inúmeras reclamações de trabalhadores informais que se dizem preocupados com o cenário e com a falta de dinheiro neste período de isolamento obrigatório.

“Defendo a reabertura gradativa do comércio para que as pessoas que não estão no chamado grupo de risco voltem a trabalhar. O governador precisa abrir os ouvidos e os olhos para ouvir e ver o que as pessoas estão passando. Temos dois problemas, um de saúde e outro econômico, e precisamos resolver todos. As pessoas não estão querendo receber esmolas, mas desejam continuar independentes para ir em busca do ganha-pão todos os dias”, comentou.

O parlamentar disse esperar que o decreto de Renan Filho, se for mesmo prorrogado, tenha mais flexibilização ao comércio. Ele sugeriu que as lojas reabram em horário reduzido e somente com os trabalhadores fora do grupo de risco.

ALIANÇA COMERCIAL

De acordo com o presidente da Aliança, Guido Júnior, até o momento, cerca de 300 pessoas que estavam em período de experiência nas lojas já foram dispensadas, tendo em vista que, com os negócios sem funcionar, não há recurso em caixa para pagamento dos salários. As demissões devem afetar cerca de 1 mil trabalhadores.
“As empresas com pessoal em período de experiência e menor aprendiz estão todas suspendendo ou cancelando os contratos. Todos já estão sendo afastados, pois não há condições de pagar salário de alguém que está em experiência sem estar trabalhando. Para a maioria dos contratados, foram dadas férias coletivas, mas várias empresas já estão preparando demissões. O cenário é o pior possível, tanto para o comércio, quanto para os demais setores”, pontuou Guido Júnior.

 

 

Por Gazeta Web

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