Terça-Feira, 16 de Agosto de 2022
Justiça

Apontado como operador do ‘QG da Propina’ na gestão Crivella deixa presídio

Empresário, que operava o esquema de corrupção na gestão de Crivella, vai ter de usar tornozeleira eletrônica

Por: Vale Agora Web em 28/02/2021 às 18:11
Foto: Reprodução/TV Globo

Foto: Reprodução/TV Globo

O empresário Rafael Ferreira Alves deixou o presídio em Bangu, na Zona Oeste do Rio, por volta das 23h de sábado (27), para cumprir prisão domiciliar, conforme decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Alves é apontado pelo Ministério Público do Rio como o operador do “QG da Propina na Prefeitura do Rio” na gestão de Marcelo Crivella.

A decisão do ministro foi publicada na sexta-feira (26). Ele determinou que o empresário use tornozeleira eletrônica na prisão domiciliar.

Rafael Alves estava preso preventivamente desde o dia 22 de dezembro. Seis dias depois, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa dele. Os advogados recorreram, então, ao STF, no dia 5 de janeiro solicitando um habeas corpus.

O empresário, que não tinha cargo na prefeitura, desfrutava de uma sala na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, sede da Riotur. Rafael é irmão do ex-presidente da Riotur Marcelo Alves.

Na mesma operação que levou Alves para a prisão, também foram presos o ainda prefeito do Rio Marcelo Crivella, o delegado aposentado Fernando Moraes, o ex-tesoureiro da campanha de Crivella, Mauro Macedo, além dos empresários Adenor Gonçalves dos Santos e Cristiano Stockler Campos, da área de seguros.

O ex-prefeito Crivella, que ficou em prisão domiciliar a partir de 23 de dezembro, teve sua liberdade concedida pelo ministro Gilmar Mendes, no dia 12 de fevereiro.

Todos os citados são alvos do desdobramento da Operação Hades, que investiga o esquema de extorsão de empresários que queriam fechar contratos com a Prefeitura do Rio. Eles foram denunciados pelo MP pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva.

 

 

 

Por: G1

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