Sexta-Feira, 17 de Novembro de 2017
Política

PT avalia aliança com Renan Filho e quer ocupar a Secretaria de Educação

Por: Vale Agora Web em 31/10/2017 às 9:41
FOTO: GILBERTO FARIAS

FOTO: GILBERTO FARIAS

Os integrantes do Partido dos Trabalhadores de Alagoas decidem nesta terça-feira, às 9h, na sede do diretório estadual, se vão compor com o governador Renan filho (PMDB). Das cinco tendências petistas, duas das alas mais esquerdas do partido são contrárias à aliança. As outras três, uma delas ligadas ao deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, e ao presidente do diretório estadual Ricardo Barbosa, trabalham com esta possibilidade desde a passagem da Carava de Lula por Alagoas, em agosto passado.

Se decidirem pela aliança, a direção estadual comunicará a posição do PT ao presidente do diretório estadual do PMDB, senador Renan Calheiros, e a outra liderança importante do partido, o governador Renan Filho, que já fez o aceno neste sentido. Para compor, o PT vai pleitear a Secretaria Estadual da Educação, apesar de saber que não será fácil ocupar a pasta.

A secretaria é administrada pelo governador em exercício, Luciano Barbosa (PMDB), que é um dos membros do governo apontado como “afinadíssimo” com os Renans. Por outro lado, Luciano desenvolve uma gestão considerada como “exemplar” na pasta que é uma das prioridades do governo. Ele conseguiu implantar escolas de ensino de tempo integral na capital e interior, recuperou a maioria dos colégios, quadras esportivas e regularizou o calendário escolar.

De qualquer forma, a direção do PT não pretende fazer nenhuma imposição ao PMDB. O partido, se decidir pela composição, quer criar condições efetivas para formar bancada na Assembleia Legislativa (hoje o partido não tem nenhum deputado estadual), garantir pelo menos uma cadeira entre as nove da bancada federal (ocupada atualmente pelo deputado Paulão) e sustentar o possível palanque de Lula em Alagoas em 2018. Um dos que defendem estas teses é o presidente do diretório municipal, Marcelo Nascimento, que é da mesma corrente do deputado federal e do presidente do diretório estadual, Ricardo Barbosa.

“O que nos leva a apoiar esta aliança são os atos e atitudes do senador Renan Calheiros e do governador Renan Filho. As presenças deles nos atos públicos realizados nas cidades de Penedo e Arapiraca, durante a passagem da caravana Lula pelo Brasil, tiveram um tom claramente oposicionista ao governo Temer”, destacou Nascimento.

Apesar de acreditar que estatutariamente o diretório estadual deverá decidir pela aliança PT/PMDB, Marcelo Nascimento pretende levar a discussão também para os filiados do diretório municipal. “Sem moralismo e sem sectarismo de setores que não conseguem entender o grave momento da conjuntura que atravessamos, defendemos a necessidade de viabilizar a candidatura de Lula em Alagoas”, repetiu.

No PMDB, a estratégia é aguardar a posição do PT para em seguida começar a discussão sobre as possíveis formas de composição.

Por Arnaldo Ferreira | Portal Gazetaweb.com

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