Segunda-Feira, 18 de Dezembro de 2017
Ciência

Cerca de 2 mil pacientes em Alagoas estão na fila por cirurgia eletiva

Por: Vale Agora Web em 05/12/2017 às 13:39
FOTO: ASSESSORIA

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Quase um milhão de brasileiros precisam fazer uma cirurgia e não conseguem, e entre eles estão cerca de dois mil alagoanos. Os números são do Conselho Federal de Medicina, que conseguiu os dados de cada região por meio da Lei de Acesso à Informação. Tem quem esteja esperando por uma cirurgia há dez anos.

Os números mostram que, em Alagoas, o primeiro da fila deu entrada no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2011 e, após quase seis anos, o tratamento médico não foi realizado.

Cirurgias de catarata, hérnia, vesícula e varizes estão entre as mais demandadas pelos brasileiros que dependem da rede pública

“Pela primeira vez, o Conselho Federal de Medicina se aproxima do tamanho real da fila por cirurgias no SUS. Ainda que parciais, os números impressionam, já que os estados que prestaram informações representam metade de todo o volume de cirurgias efetivamente realizadas na rede pública em 2016”, explica o presidente da entidade, Carlos Vital.

Somente no ano passado, 1.652.260 cirurgias eletivas foram realizadas no Sistema Único de Saúde. Segundo ele, vários são os argumentos para tentar justificar o volume de pacientes à espera de uma cirurgia, e todos eles têm a mesma origem: recursos finitos para administrar uma demanda que é infinita.

As mais de 801 mil cirurgias informadas pelos estados correspondem à soma das filas declaradas por Alagoas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Pernambuco, São Paulo e Tocantins. Além destes, foram incorporados os dados da Bahia, que enviou informações de pacientes que ingressaram na fila em 2017, e do Rio Grande do Norte, onde foi apresentada apenas a fila ortopédica.

No caso das capitais, os quase 103 mil procedimentos em espera dizem respeito às prefeituras que atenderam ao pedido de acesso: Aracajú, Belo Horizonte, Campo Grande, Fortaleza, João Pessoa, Porto Alegre, Recife e São Paulo. Além destas, Boa Vista e Palmas apresentaram, respectivamente, apenas a lista de cirurgias de uma unidade hospitalar e a lista de cirurgias oftalmológicas.

Segundo as informações analisadas pelo CFM, quase metade de todos os procedimentos pendentes no País estão concentrados em apenas cinco tipos diferentes: catarata (113.185), correção de hérnia (95.752), e retirada da vesícula (90.275), de varizes (77.854) e das amígdalas ou adenoide (37.776).

Somente no estado de Minas Gerais são mais de 31 mil tratamentos cirúrgicos de varizes. Já em São Paulo e Goiás, a maior demanda é por correções da opacidade do cristalino, mais conhecida como cirurgia de catarata. São cerca de 24 mil e 15 mil cirurgias pendentes, respectivamente.

O levantamento

Os pedidos de informações sobre as filas foram apresentados em junho deste ano a todos os 26 estados e Distrito Federal, além das capitais, por meio do Sistema Eletrônico do Serviço de Informações ao Cidadão (e-SIC) dos governos estaduais e municipais – habitual caminho para que qualquer cidadão possa solicitar informações de caráter público via Lei de Acesso a Informações (Lei nº 12.527/2011).

“Mais do que uma busca por informações de caráter eminentemente público, buscamos fazer um exercício de cidadania. Por isso, queremos dar divulgação aos dados, compartilhando-os com outros órgãos de fiscalização, como os Ministérios Públicos Estaduais, relatando, inclusive, os casos em que os pedidos de acesso não foram atendidos ou foram negados”, destacou o 1º secretário do CFM, Hermann von Tiesenhausen.

Por Gazetaweb, com assessoria

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