Segunda-Feira, 16 de Setembro de 2019
Ciência

Pílula do câncer começa a ser testada em pessoas sadias no Ceará

Por: Vale Agora Web em 18/06/2019 às 12:32

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) começaram nessa segunda-feira (17) a testar pílulas do câncer em seres humanos. É a primeira vez que o experimento acontece em pessoas sadias no Brasil.

Ao todo são 64 voluntários de testes da pesquisa com a fosfoetanolamina, que visa observar qual a dosagem máxima do tratamento, verificar possíveis efeitos colaterais e realizar um estudo para analisar em quanto tempo o fármaco é absorvido pelo corpo e quanto tempo continua circulando pelo organismo.

Segundo o diretor do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM), professor Odorico de Moraes, todos os voluntários são sadios e têm entre 18 e 50 anos. Eles foram divididos em quatro grupos, e cada um será acompanhado por 15 dias.

12 pessoas receberam uma dosagem de 500 miligramas da substância, que é a dosagem inicial do teste. Os outros terão dosagens maiores, com o máximo de três gramas. A próxima etapa, com um novo grupo, deve iniciar no começo de julho.

O professor informou que a fase 1 dos estudos da pesquisa foram encerradas e que as novas etapas dependem de novos recursos advindos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, órgão financiador da pesquisa.

Início das pesquisas

A UFC trabalha com a pesquisa da Pílula do Câncer desde 2015, junto com a comissão nacional para a realização de trabalhos pré-clínicos e clínicos sobre a fosfoetanolamina, principal agente da pílula.

Estudos divulgados em 2016 pela universidade mostram a eficácia da substância sobre um dos tipos mais agressivos e resistentes a respostas do câncer de pele, o melanoma B16F10.

Durante as pesquisas, o tratamento foi submetido em camundongos sendo possível observar uma redução de 64% do crescimento do tumor. Esse índice é menor do que os verificados de outros agentes químicos de tratamento de câncer. Além disso, não houve registro de efeitos colaterais da substância nos animais.

Por TNH1

Notícias Relacionadas

Não há comentários.

Deixe um comentário